"Ah, não. Eu estou cansada. Chega de ser a “mulher da vida” de um bando de bocomocos que só me deram valor depois que eu me mandei. Não é sempre assim? A gente aguenta o que pode, faz de tudo pra relação dar certo. Aí um belo dia acordamos de saco cheio e resolvemos dar no pé e pensar mais na gente. Nessa hora, o céu se abre, uma luz incide no meio da cabeça dos pobres moços e eles conseguem enxergar o quanto a gente era incrível. Incrível é pouco, na verdade. Eles vêem o quanto éramos mulheres de verdade, parceiras de qualquer crime, que aguentávamos todas as chatices e ainda fazíamos um carinho gostoso antes de dormir. Parece familiar? Pois é. Aí a gente muda de classe. De CHATA a gente vira A mulher. A santa. A deusa. A insubstituível."
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
'Erro é se
vestir com os sonhos de menininha do papai e achar que só porque existe uma
aliança no dedo existe uma aliança de vida. Erro é deixar de dar risadas com as
amigas porque agora você é séria e passeia domingo na praça de mãos dadas.
Loucura é esquecer-se de si, e pensar sempre no agrado do outro em primeiro
lugar. O amor não é se doar, nem se doer. Amor é muito mais que isso. Amor é
tudo aquilo que eu ainda nem sei. Mas já dizia minha avó que toda união deveria
ser feita dessas cinco coisas: amizade, admiração, paixão, tesão e
amor. E não importa em qual ordem esses sentimentos aparecessem, o que
não poderia nunca acabar, são os dois elos da ponta: a amizade e o amor.
Concordo com ela. Mesmo porque, todas as vezes em que decidi sair sem
guarda-chuva, e ela o mandou levar, choveu.'
Marília Campos
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Falta muito! Falta tudo!
'Faltam palavras, descrições, canções. Falta tanta coisa para sentir o que um dia sentimos. Falta coragem de assumir, coragem de esquecer, coragem de fazer diferente mesmo quando o que se sente continua igual. E hoje, ao pensar no que escrever eu só consigo me lembrar de uma frase: “Te amo tanto, tanto, tanto que te deixo em paz.” E sei que você vai ler, e vai me dizer que leu e vai me perguntar se era pra você.'
- Tati Bernardi
sábado, 30 de junho de 2012
'É verdade que eu já terminei relacionamentos por achar que merecia mais, e de fato merecia. Não é prepotência, longe de mim. Só que quando você sabe que vale muito, você passa a não se contentar com pouco, entende? A menos, claro, quando você tá burra, idiota e cega de amor, o que é um caso à parte. Às vezes tenho curiosidade de saber como as coisas teriam sido, mas acho que relacionamento antigo é uma coisa que não se revive, sabe? Dificilmente dá certo! É muito bonito em novela, mas quando você volta com um ex, você se lembra claramente e a todo segundo o porquê de vocês terem terminado. Obviamente eu não quero alguém perfeito, me dá tédio só de pensar em alguém fazendo tudo certo sempre. Aprendi a conviver com as diferenças e até admirá-las. Mas, definitivamente, não aceito ter metade de alguém, ser meio amada, sobreviver de migalhas num relacionamento falido ou fadado a falência. Aliás, não quero ter nem ser de ninguém. Quero algo além desse sentimento de posse, quero a entrega todo dia, por vontade própria. Sem contratos de amor eterno. Que o meu alguém tenha mil defeitos, seja o oposto de todas as minhas idealizações, mas que me ame com o coração e a alma, me respeite, cuide de mim, me proteja. Sem sufocações, sem pressões, um amor leve e sem cobranças. Que a gente não criasse vínculos de dependência, mas que o nosso vício fosse nós. E que seja eterno leve enquanto dure.'
domingo, 3 de junho de 2012
Vai passar mas eu não quero!
'Eu sei, eu sei, o eterno clichê “isso passa”. Passa sim e, quando passar, algo muito mais triste vai acontecer: eu não vou mais te amar. É triste saber que um dia vou ver você passar e não sentir cada milímetro do meu corpo arder e enjoar. É triste saber que um dia vou ouvir sua voz ou olhar seu rosto e o resto do mundo não vai desaparecer. O fim do amor é ainda mais triste do que o nosso fim. Meu amor está cansado, surrado, ele quer me deixar para renascer depois, lindo e puro, em outro canto, mas eu não quero outro canto, eu quero insistir no nosso canto. Eu me agarro à beiradinha do meu amor, eu imploro pra que ele fique, ainda que doa mais do que cabe em mim, eu imploro pra que pelo menos esse amor que eu sinto por você não me deixe, pelo menos ele, ainda que insuportável, não desista.'
Tati Bernardi
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Sobre te desejar e sobre desejar muito
'Sabe qual é o meu sonho secreto? Que um dia você perceba que poderia ter aproveitado melhor a minha companhia (…) E eu me limito a me surpreender com as circunstâncias da vida que me levaram a viver esse papel: o da mulher que quer mais um pouquinho. Constrange-me existir nesse personagem Chico Buarque, dolorida, bonita sendo assim, meio tonta, meio insistente, até meio chata. E que fique claro que não é por estar você dessa forma, tão esquivo, que o desejo tanto. Desejo-o porque desejo. Estúpida. Latina. Bethânia. Ainda creio que você, quando eu menos esperar, possa me chegar com um verso em atitude.'
Fernanda Young
sexta-feira, 25 de maio de 2012
- E é assim que a gente vai vivendo, sabe? Errando pra aprender. Se decepcionando pra se proteger. Se machucando pra crescer. Chorando pra sorrir. A gente cai uma vez, pra aprender a se levantar em outra. No fim, tudo que for bom, verdadeiro, tudo o que realmente nos fizer bem, permanece...
- Tati Bernardi
terça-feira, 24 de abril de 2012
COISAS QUE EU FAÇO QUANDO VOCÊ NÃO ESTÁ
'Estou achando tão difícil me expressar. Fico olhando pra tela em branco com ar de boba. E NADA. Nenhuma frase coerente. NADA. E no meio das inúmeras tentativas em que eu tento – em vão – escrever, me antecipa aquela saudade esquisita, que não vai embora nunca... E a saudade fica martelando na minha cabeça, me dá uma espécie de aperto no peito e eu fico rindo e imaginando que, com certeza, se você estivesse aqui, você diria que era melhor eu consultar um médico ou coisa parecida. Mas você não está aqui. E a tela vazia me desafia e eu digito três ou quatro letras aleatórias para passar o tempo e depois aperto o backspace rápido e sumo com tudo. Como se a sensação que eu sinto pudesse sumir feito mágica. Mas, não. Para a saudade não existe backspace. Não existe delete, não existe tecla para trazer a presença. Só existe você, do outro lado do oceano, fazendo cenas (mil cenas!)... E me deixando aqui: muda. Literalmente sem palavra. Sem espaço. Sem texto.'
Assinar:
Postagens (Atom)


