sexta-feira, 26 de março de 2010

Como se faz?

"Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser
feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?"

Como seria se você pudesse estar aqui conosco?
Seria risada o dia todo disso tenho certeza!
Chegaria em casa, minha mãe contaria como foi a sua ligação te desejando os parabéns, qtas mil coisas você estava fazendo enquanto falava com ela no telefone, quantas aventuras as crianças te fizeram passar, os presentes e as visitas. Quem te ligou e quem não te ligou! Como a Isabelli está safadinha e dando trabalho...
Enfim, eu te ligaria!

- Oi mãe! Parabéns!!
- Oi minha queriiida! Minha filha, obrigada! [como só vc sabe dizer!]
- Ganhou mtos presentes...?

E assim continuaria...
Vc me ligaria no domingo para fazer a ligação inversa, sempre frisando que me ama mto e que tem mto orgulho de mim e tudo seria... normal como sempre!

Mas você não está aqui, agora como eu faço com esse dia 24?? Onde eu coloco a vontade de te desejar os parabéns?? Pra quem ligo??

Com dois dias de atraso, pq antes eu não conseguiria escrever sobre isso, agora já não estou conseguindo direito...

Enfim, era isso!

quarta-feira, 10 de março de 2010

Se eu não disse é porque não sabia que sabia - mas agora eu sei. vou te dizer que eu te amo. sei que te disse isso antes, e que tambem era verdade quando te disse, mas é que só agora estou realmente dizendo.

- Clarice Lispector

Caminho sem volta?

E também meu medo era agora diferente: não o medo de quem ainda vai entrar, mas o medo tão mais largo de quem já entrou.

- Clarice Lispector

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Não me venha com essa...


"E quando vejo o mar, existe algo que diz

Que a vida continua e se entregar é uma bobagem..."

(Legião Urbana)




Amor? Eu? Logo eu! Não, não! Não pode ser!


Eu fugia, negava, me escondia! Fingia que não que não era comigo! Acho que não há como fugir, negar, se esconder e muito menos adianta fugir!

Era isso!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Bons ventos sempre chegam...

“Estou sendo alegre neste instante, por isso me recuso a ser vencida.
Então, amo como resposta”
Clarice Lispector


Cá estou de novo! Aparentemente estou mais animada, feliz. Sem muitas novidades, é verdade, mas o estado de espírito anda melhorando.
Prometi [não sei exatamente a quem, mas enfim] que viria dar mais notícias sobre minha rehab e aqui estou!
Ainda não tive muita recuperação de todas as decepções que estavam me assombrando da última vez que passei por aqui, mas estou menos preocupada com isso. Acho que não vale a pena. Não temos muito o que fazer quando as pessoas simplesmente não correspondem ao que esperamos dela, não? Bom, nos resta apenas a decepção e por essa eu já passei e fim!
Parafraseando o título do cd de uma cantora que eu aprendi recentemente a gostar muito [Luiza Possi], bons tempos sempre chegam, acredito muuuito nisso agora!
O grande barato é saber aproveitar essa boa direção dos ventos para nos preparar para quando o vento soprar para direções não tão boas, e, principalmente, aproveitar para sorrir bastante! Tão bom sorrir quando se está de bem com a vida, não?
Eu tava muito insatisfeita, triste de verdade, claro com alguns motivos, mas to na transição para ficar bem de novo! Se não tenho grandes motivos pra sorrir, será que eu tenho motivos suficientes pra ficar triste?
Descobri que não, e se posso escolher, prefiro sorrir! Ou, melhor, estou preferindo sorrir!
Ficou meio confuso, mas só queria registrar meu momento de bem com a vida e todo o resto!
Era isso!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A decepção!

"E se me achar esquisita, respeite também.
Até eu fui obrigada a me respeitar."
(Clarice Lispector)
Há tantas coisas inexplicáveis quando se trata de relacionamento entre as pessoas.
Como explicar que uma pessoa criada de maneira diferente, educada em escolas diferentes, com princípios e bases familiares completamente distintos dos seus, se torne parte da base de sua própria estrutura?
Tudo isso pra dizer que o destino, a circunstância, o efeito estufa, o sexo dos anjos [ou qualquer outra energia que exerça algum tipo de influência na sua vida] traz para o seu caminho pessoas completamente diferentes de você! Sabe aquela história de ‘os opostos se atraem’? Então, é disto que estou falando!
Não, não, eu não quero expor nenhuma teoria de pq. a patricinha adora um vagabundo, ou pq. a loira gosta de um negro! Estou falando de amizade, de amigos!
Onde quero chegar com isso? Aí sim, entra uma teoria! Uma hora essa diferença salta aos olhos, uma hora vai faltar um pouco de semelhança! Uma hora as diferenças antes insignificantes, tornam-se maiores até mesmo do que pode ter te unido a pessoa.
E sabe o que isso gera? Decepção! E posso falar que é das piores, das mais arrebatadoras e cruéis! De repente o que você tinha de mais certeza, a amizade, vira a tua maior incerteza. De repente, o que você tinha pra te auxiliar com os problemas e pra te manter seguindo em frente, vira o próprio problema, vira o motivo pra você se manter parado e sem ação!
Sabe aquela sensação de ‘meu mundo caiu’? Então, é perto disso!
Dá um ciúme danado das coisas que você já não acompanha da vida da pessoa, de como ela conseguiu seguir sem você! Como ela pôde? Como ousou continuar acordando, trabalhando, comendo, dormindo tranquilamente enquanto você só pensa nisso??
De repente todas as coisas que te fariam ligar pra seu amigo acontecem justamente no dia que acha que não tem mais amigo, tudo que você compartilharia com ele se unindo para acontecer ao mesmo tempo! É uma conspiração? Não, não, só pode ser!
É aquela fofoca, aquela piada, aquele segredo que você divide com ele e que tem algo a ser comentado, é tudo! Tudo parece mais urgente, parece inadiável!
Nota-se muito clara aquela antiga máxima ‘eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!’ É isso! É enlouquecedora a sensação de não ter mais amigos, ou melhor, de não ter aquele amigo!
Enfim, um pouco sobre o que estou sentindo agora, sobre decepções, sobre como as pessoas geram dores sem saber, sobre como amizade é importante e como é enlouquecedoramente triste não ter com quem contar ou ter que mudar uma relação já tão sedimentada dentro de você e na sua vida.
Confuso, mas genuinamente meu!
To pegando gosto por esse meu blog lindinho, rs, não o divulgo e não escrevo pensando em um provável leitor, mas estou me divertindo bastante. Me sinto escrevendo no meu pequeno diário com cadeado e chave quando tinha 10 anos!!

Era isso!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Sobre o tempo e todo o resto...

"O tempo não cura tudo. Aliás, o tempo não cura nada. Apenas desloca o
incurável do centro das atenções! "
Há um tempo não passo por aqui, blogueira de primeira viagem que sou tive problemas com login, logon, logoff, logout ou sei-lá-mais-o-quê!!
Na minha mais recente passagem por este espaço aos meus pensamentos inclompletos reservado, eu estava profundamente triste. Digo 'estava' assim, no passado, não pq. não estou mais, mas pq. tenho tentado deixar esse sentimento no passado mesmo.
Tenho buscado qualquer outro sentimento para substituir a tristeza que me dominava!
Pior que qualquer coisa é a auto piedade, e estava caminhando pra ficar com pena de mim mesma. Sim, eu estava com dó do quanto eu estava sofrendo e isso é lamentável pra qualquer ser humano.
Enfim, estou animada com a possibilidade de voltar a enxergar uma tal de luz no final do túnel. Voltei a enxergar!
Quem acompanha minha vida virtual [orkut, msn, twitter, formspring...] deve ter notado algum diferença...
"Sobretodo creo que no todo esta perdido..."
"Creo que he visto una luz al outro lado del río..."
Com essas duas frases simples, de uma música simples que amo, eu constatei que ainda deve existir motivo pra seguir! Afinal, como diria a minha tão idolatrada doutrina espírita, se viemos para uma missão e quando a completamos não fazemos hora extra...se estou aqui, ainda há o que ser feito!!
Volto em breve para contar como anda minha rehab!!
Era isso!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Cicatriz...

"Mas lembrar-se com saudade é
como se despedir de novo."
(Clarice Lispector)

Eu tive uma grande perda há cerca de um mês, na verdade há um mês e três dias.
Passei o pior dia da minha vida até aqui. Doeu tanto, e ainda dói, que eu mal consigo descrever o tamanho da dor.
Ainda não posso dizer que vejo um luz no fim do túnel. Sendo otimista, eu não acredito que haja mesmo esta luz.
Minha vida seguiu, mais amargurada, é verdade, mas seguiu. Confesso que, se fosse pra eu optar, escolheria não seguir, não virar a página. A morte tem dessas coisas, né? Nos tira o chão e as certezas.
Exatamente isso: me tirou a certeza!
A certeza que eu teria sempre sua companhia e a sua alegria.
Levei um tombo feio do alto da minha convicção espírita. Não perdi a fé, claro, mas a perspectiva muda quando acontece conosco, não? Bom, foi assim comigo.
No primeiro final de semana após a morte da minha tia, minha mãe e eu inconsoláveis, procurávamos [e ainda procuramos] qualquer coisa pra distrair a cabeça, tirar o foco de toda a tristeza que sentíamos, embora, é claro, não resolvesse muita coisa.
Assistimos a um filme, "Anjos Rebeldes". A princípio pensei que fosse algo de espírito, ou terror em geral, para a minha agradável surpresa, se tratava de um filme altamente feminista [a minha cara].
Tudo isso pra falar que no meio do filme, quando a protagonista ta sofrendo pra burro na cadeia, junto com suas companheiras sufragistas, elas cantam juntas uma canção, que eu acredito ser bem antiga, pq. o filme era de época, com a legenda em português da
letra.
Choramos, claro, silenciosamente, mas nos entendendo mutuamente dentro de nossas tristezas. Estamos condenados a passar por esse tipo de situação para sempre. A morte deixou esta cicatriz e toda vez que algo nos remeter às lembranças boas, essa cena vai se repetir, choro silencioso e de saudade!
Segue a letra da tal canção, que eu não consegui descobrir de quem é originalmente, achei diversas versões.
Era isso.

I was standin' by my window
On a cold and
cloudy day
When I saw that hearse come rollin'
And it took my mother
away

Will the circle be unbroken
By and by-y, by and by
There's
a better home awaitin'
In the sky Lord, in the sky

Lord, I told that
undertaker
Undertaker please drive slow
For that lady that your takin'
Lord, I hate to see her go

Will the circle be unbroken
By and
by-y, by and by
There's a better home awaitin'
In the sky Lord, in the
sky

I will follow close behind her
Try to hold up and be brave
But I could not hide my sorrow
When they laid her in her grave

Will the circle be unbroken
By and by-y, by and by
There's a
better home awaiting
In the sky Lord, in the sky

Will the circle be
unbroken
By and by-y, by and by
There's a better home awaiting
In
the sky Lord, in the sky

Will the circle be unbroken
By and by-y, by
and by

domingo, 20 de dezembro de 2009

Um tiro no escuro...


"Acho que não sei quem
sou, só sei do que não gosto."
(Legião Urbana)
Sempre mantive o hábito de ler blogs alheios, os admirava, buscava algo da minha personalidade neles, mas sempre tive certeza de que nunca seria capaz de manter um blog.
Enfim, cá estou, me desafiando a manter este.
Vou buscar o meu própiro estilo, descrevendo meus pensamentos, ou não.
Posso falar das coisas que mais gosto, das que menos gosto e de todo o resto.
Não sei exatamente o que esperar de mim mesma e muito menos imagino a quem estou escrevendo.
Como o próprio título do blog já diz, são pensamentos partidos, quebrados, não concluídos, interropidos, incompletos...
Não sei se colocarei fotos, imagens, músicas ou vídeos, a única coisa que sei que posso prometer é que não vou prometer nada.
Não vou correr o risco de me ver presa a uma promessa feita assim no escuro a alguém que desconheço completamente.
Era isso!