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domingo, 26 de abril de 2015

ArrobaDeusquemedêforça.com

Estava conversando com uma amiga de longa data que nunca teve um relacionamento amoroso sério.

Falávamos de nossas recentes frustrações com tentativas de relacionamento, de como são difíceis e grandes as cobranças para que tenhamos alguém pra levar às festas de casamento dos amigos, aos aniversários da família ou, como ela definiu, pra caminharmos na vida.

Entre as decepções, sobre as quais, ainda bem, sempre achamos motivo para boas gargalhadas, falamos também de nosso ideal buscado.

Eu falei que não quero alguém inteligentíssimo ou lindíssimo, ou, vai saber, rico. Quero alguém não-babaca!
Ela, por sua vez e definindo como se fosse Nicholas Sparks em seus livros, quer alguém para caminhar durante a vida por um tempo.

Continuei pensando nos meus desejos para um relacionamento e sigo longe do príncipe encantado de contos de fada.
Quero alguém que eu admire e que corresponda ajudando a me tornar alguém admirável também, a quem eu possa ouvir por dias e que não prefira o silêncio a me ouvir contar uma das minhas histórias engraçadas (eu as acho engraçadas, me deixem, OK?) mas que seja alguém com quem o silêncio não é torturante, alguém que saiba o quanto não gosto de frescuras e dramas desnecessários. É tão mais fácil descomplicar e seguir, nada é eterno ou insolúvel, afinal.

Precisa ter senso de humor, precisa rir de si mesmo e de mim e precisa me encher de sorrisos gratuitos. Não inventaram coisa melhor para o meu bom humor (depois de café) do que o sorriso largo e sincero!
Eu gosto muito de cuidar, mas também gosto de ser cuidada (não se engane com o meu jeito inquebrável), então, precisa entender que isso é recíproco.

Ah, a reciprocidade! Ela precisa existir! Transbordar, multiplicar, expandir, crescer, nunca morrer e ser essência de todos os dias caminhados juntos.

Não precisa ser lindo, não precisa ser rico, não precisa ser Einstein reencarnado, só precisa não ser babaca!

Talvez eu queira além do possível e esteja esperando mesmo por um milagre, ou talvez eu só esteja procurando no lugar errado.
Era isso,
KM

sábado, 31 de janeiro de 2015

Ainda bem

A gente supera o insuperável. 

Supera o desamor, supera a traição de amigo, supera as dores no corpo depois de uma semana difícil, supera o sono e a falta dele. Supera até a morte de alguém querido demais. Ou o tempo torna menos dolorido. Não sei.

Só sei que insuperável mesmo são as lembranças. As boas. Os dia de sol, os dias de risadas incontroláveis, os dias de bobeira a dois.

O que é ruim apagamos, superamos, esquecemos. É auto defesa, automático.
As coisas boas não tem porque irem embora. Então, ficam. Sem autorização. Ainda bem.

É isso,
KM

quarta-feira, 19 de março de 2014

Sobre virar a página e fechar o livro


Sempre fui militante do poder de um novo amor para esquecer o antigo.

Acreditava (não acredito mais?) piamente que nada poderia ser mais eficaz na vida do que conhecer (ou reconhecer) alguém novo para virar uma página tão rabiscada e rasurada da minha vida.

Terapia, ombro amigo, tequila, um livro de autoajuda, nada, simplesmente nada, acreditava eu, seria tão eficiente quanto um amor novinho em folha.

Mas a vida, sempre tão bandida, mudou essa que era uma das minhas maiores convicções. Mais do que convicção, era experiência própria, aconteceu comigo dessa forma durante a vida toda.

Depois de um período de celibato e autoconhecimento necessário, acabei por sacar qual é a desse ditado de que só substituímos um amor com outro.

O outro, obviamente, teria que ser algo muito maior e mais forte para não me fazer apenas virar a página (e às vezes voltar e reler mais um pouquinho, que mal há?), e sim fechar o livro.

O outro amor, sem nenhuma dúvida hoje sei, é o amor próprio.

Ah, estou tão apaixonada, cegamente apaixonada. Estamos em um relacionamento seriíssimo, acho que dessa vez dá casamento.

Esse amor me acorda todas as manhãs com bons pensamentos e me conduz leve até o fim do dia. Faz-me sorrir sozinha e me enche de alegrias fulminantes.

Diz aí: não é espetacular e completo um amor assim? Convivemos bem quase todo o tempo e ele ainda me faz ter bons sonhos. Não há cobranças doentias, não há ciúme!!

Se temos crise? Ah! Temos, evidentemente. Mas são tão passageiras que não doem. Não machucam. Não comprimem o estômago.

Foi preciso passar pelo desamor irremediável para alcançar o amor próprio e pleno.

Tem a melhor parte: esse amor próprio e lindo me permite abrir um novo livro. 

E não é que tenho tido carinho por um ali na estante. Ando querendo que seja o meu novo livro preferido.


Era isso.

domingo, 31 de julho de 2011

Sobre você, eu e todo o resto...

'Ah se eu soubesse lhe dizer...'


Eu deveria saber o que escrever aqui, mas eu não sei!


É difícil, mas às vezes me acontece isso: fico sem saber o que dizer, como agora.

Este assunto me deixa sem palavras, não por ser excepcional ou algo do tipo, mas pq. foge de qualquer entendimento ou lógica.

Você chegou na minha vida sem qualquer pretensão, sem que eu pudesse saber o que pensar.

Na verdade, eu não pensei em absolutamente nada e deixei correr. Deixamos correr.

Tínhamos outros interesses, tínhamos até outros relacionamentos e não almejávamos nada juntos!

Taí o problema: nós deixamos seguir sabendo que aquele não era um relacionamento comum e sem que fosse estabelecido, mesmo que apenas nas entrelinhas, qualquer objetivo.

Ainda assim, criamos vínculos, parcerias, sentimentos. Temos nossas histórias, piadas, manias e gostos compartilhados sem que tivêssemos tido qualquer vínculo oficial.

Resultado: estamos juntos e não estamos!

O 'vínculo oficial' é importante? É e não é. Explico.

Quando você demonstra a quem interessar que está namorando, por exemplo, demonstra também que esta foi a tua opção e que se orgulha disso. Não há qualquer espaço, pelo menos em tese, para uma terceira pessoa.

Do outro lado, o seu namorado sabe, ou deveria saber, que é público que vocês estão juntos e que é com ele que você escolheu estar.

No nosso caso, tínhamos o caminho normal das coisas: conhecer-apaixonar-namorar...e não tivemos qualquer interesse de seguir este caminho padrão.

Deixamos as coisas descontroladas na melhor forma do 'deixa acontecer', o fato é que aconteceu e não sabemos o que fazer com isso agora.

Chegamos a esta situação por pura e clara preguiça de brecarmos ou de acelerarmos de vez.

Até aí, fácil de resolver. Brecamos ou acelaramos de vez e tá tudo certo!

O problema é que não está assim tão simples!

Pelo menos comigo, toda vez que penso em brecar ou acelerar de vez, um zilhão de perguntas e inseguranças me vêm à cabeça!

Entre elas, se a sua intenção é mesmo não deixar espaço para uma terceira pessoa, ou se você quer demonstrar que está comigo e que se sente satisfeito com isso.

As respostas às essas e outras perguntas têm que vir de você!

E as respostas às suas perguntas, que provavelmente existem, têm que vir de mim!

Vivemos em mundos diferentes e passamos por 6 meses de histórias que hoje em dia nos enchem de perguntas.

E são essas perguntas que estão nos impedindo de qualquer passo a frente. Ou não.

Era isso por enquanto.